G.R.C.E.S.
Flor de Vila Dalila
Presidente: Ailton
Enredo: Mentes Brilhantes, a negritude que fez e faz a história
Carnavalesco: Lisboa
Compositores: Oripão, Oscar, Edson Colete, Chilim,
Neno e Rodrigo
Puxadores: Marquinhos Leite
Mestre Bateria: Anderson, Robson, Nega
Vou
cantar...
Da Liberdade eu sou o amante
A minha Flor vem exaltar
A negritude de mente brilhante
Passando
a limpo a nossa história
A minha escola canta a realidade
O destino me fez pobre, mas eu tenho o sangue nobre
E quem foi rei nunca perde a majestade
Sei que fui escravizado, da Mãe-Africa tomado
Mas sem perder o ideal
Lutar...sofrer...morrer...Mas se entregar jamais
O negro é amor, é a verdade, a raiz da liberdade
Ó
Palmares
Ó
Palmares, refúgio das trevas, aqui nestas terras
Palco de estratégias geniais
Ganga-Zumba e Zumbi, reis em solo Guarani
Guerreiros de vitórias imortais
A revolta dos malês, contra o jugo português
Sob a proteção de Alá
Na
minha praia não vai ancorar
Clamava o dragão do mar
Foi-se
a escravatura, veio a discriminação
Porém, surgem novos movimentos
Enfocando argumentos de conscientização
E viva Flor de Vila Dalila
Querida em todos carnavais
O samba é nosso quilombo
Onde todos são iguais
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A.R.C.E.S.E.S Portela da Zona Sul
Presidente: José Artur Aguiar
Enredo: Em busca da tão sonhada liberdade
Carnavalesco: Douglas Amorim
Compositores: Fernando Ébano e Kleber Gordinho
Puxadores: Fernando Ébano
Mestre Bateria: Negativo
Sou
negro sou da ralé sim sou senhor
Trago a bola no pé e o tambor
Espalho alegria pelo mundo inteiro
Eu tenho orgulho de ser afro-brasileiro
De
mãos dadas vamos festejar
(extravasar)
Um brinde ao povo guerreiro
Que lutou para ter a liberdade
Sofreu maldades
E a revolta se espalhou
Mas prosperou Zumbi
Em 13 de maio anunciou
Com a lei Áurea assinada
A princesa libertava
Negro
é arte, paz e amor (é igualdade)
Negro canta negro joga (Capoeira)
No sorriso da baiana (Felicidade)
A Portela Zona Sul é Liberdade
Lá
no céu...
Surgiu uma águia quebrando correntes
Pra alertar, proteger do mal os seus
Descendentes
Negros e brancos, miscigenação
Paz, liberdade, amor e união
Peço a benção para os Orixás
(Axé)
A Zona Sul vai balançar
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A.R.C.
Flor de Liz
Presidente: Mestre Dilley
Enredo: Martinho das Vilas, do Brasil e do mundo
Carnavalesco: Dionísio Schiaranda
Compositores: Rodrigo Atração, Teco Zambauê,
Tuca Maia, Edson Liz, Fred Viana
Puxadores: Rodrigo Atração
Mestre Bateria: Dilley, Willian Davids, Luan e Jeferson
A pele escura Batizou
Guerreiro da Terra mãe África
Malandro de sorriso no rosto
Cantando igualdade social
A mãe do Universo, em teus braços te acolheu
E o filho de Obaluaê, protegeu
Nos grandes festivais, com seu talento encantou multidões
Suas canções jamais se apagarão, são
fontes de inspiração
Cantou “Noel”, o Poeta de Vila Isabel
Em aquarela Brasileira coloriu
Os palcos desse meu Brasil
Sou
negro, sou arte, sou literatura
Cultura espalhei por esse chão
Aplausos a Kizomba está no ar
Eu sou maestro nessa festa popular
Na
batida do tambor, a história se inicia
Seu romantismo encantou
Arlequim, Pierrô e Colombina
Com o seu dom musical, virou Paixão nacional, levantou
a taça
É referência para um povo sofredor
Com a mensagem de alegria e amor
É Carnaval, peço licença para “Vila
Isabel”
Vamos buscar na Avenida
De Azul e Branco e cumprir nosso papel
Valeu
Zumbi
Estrela negra hoje vou te exaltar
Seu canto, ecoa feliz
Das vilas para Flor de Liz
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G.R.C.E.S
Primeira da Aclimação
Presidente: Márcio Pessi
Enredo: Guerreiros da Liberdade
Carnavalesco: Rafael Soares
Compositores: Dadô Poeta, Marcio Pessi, Vitor Gabriel,
Biel
Puxadores: Wander Pires
Mestre Bateria: Marcelão
Ôôô
Um lindo canto ecoa pelo ar
Aclimação guerreira vem mostrar
A luta pela abolição
Meu
samba revela a verdade
De Guerreiros Imortais
A luta de um povo guerreiro a buscar
Seu amanhã seus idéias
Quilombo surgiu e o negro lutou
Fez prevalecer com garra e amor
E a chama se ascendeu da liberdade
Floresceu e o céu brilhou
E a dor de um sofrimento se acabou
Guerreiros
surgem pelo mar
Grandes batalhas sangrentas
É a realeza a lutar
Para o comercio se acabar
Surgem
movimentos, novos guerreiros em união
Abolição mesmo ideal de liberdade ao seu irmão
Enxergou no coração que as cores são
iguais
E com amor lutou trazendo um amanhã feliz
Raiou o sol da liberdade despontou brilhou
A princesa assinou e o povo assim cantou
Meu Brasil...
Feliz somos todos irmãos
Guerreiros de alma e coração
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G.R.C.E.S.
Camisa 12
Presidente: Marco Aurélio “Carioca”
Enredo: Solano Trindade
Carnavalesco: Comissão de Carnaval
Compositores: Carlos de Jesus, Dino do Kvaquinho
Puxadores: Márcio de Camargo
Mestre Bateria: Barata e Capão
Camisa 12 eu sou (eu sou)
E tenho tradição (Tradição)
Eu trago o poeta dentro do meu coração
Francisco
Solano Trindade
Poeta, dramaturgo e pintos
Foi um defensor da liberdade
Um homem negro de muito valor
Nasceu em Pernambuco
De família humilde e festeira
Em sua obra predomina
A influência afro-brasileira
O
pastoril, Bumba-meu-boi, Maracatu
Despertaram a alma do menino
Iluminando assim o seu destino
Na
sua poesia tem amor, beleza e solidão
Denunciava o preconceito e a discriminação
Viveu no Rio, Minas Gerais, Rio Grande do Sul,
E aqui no Embu Colonial
Onde criou um grande pólo cultural
Com seu teatro foi até o estrangeiro
Levando a dança, arte popular
Representando o povo brasileiro
Solano
vai ficar na consciência
Do afro-descendente que lutar
Pela paz do Mundo e a igualdade
E o sol da liberdade vai brilhar
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.R.C.E.S.
Combinados de Sapopemba
Presidente: Bel Calado
Enredo: Devotos ou não, seus filhos aqui estão!
salve tietê ! salve São Benedito!
Carnavalesco: Magu e Léo
Compositores: Maradona, Didi, Turko, Ferracini
Puxadores: Ito Melodia e Jorge Buda
Mestre Bateria: Clodoaldo
A
gente faz a festa
E o povo aplaude Tietê
São Benedito a nossa oração
É pra te agradecer
Santo
Padroeiro
A quem os Romeiros
Faz preces pra te exaltar
O canto que paira, no ar meu bem querer
A
grande negritude comemora a Irmandade
Levando paz e amor nesta cidade
No tempo da escravidão
O negro construiu sua capela
Com fé e devoção
Levando a bandeira, segue a procissão
Meu
santo protetor, ouça nosso clamor
E Sapopemba envolvida no seu manto
Derramando seu encanto
Vem Cantando
No
seio da escravidão
Nasceu um menino de bom coração
Bendito e abençoado
Seguiu seu destino a sua missão
Conquistou respeito entre mosteiros e fiéis
Confissões e pedidos de graça
Aquele que passa e pede proteção
Santo milagreiro
Proteja a Combinados e o povo brasileiro
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G.R.E.S.U. Imperial.
Presidente: Divino
Enredo: Aqualtune, a Princesa de Palmares
Carnavalesco: Comissão de Carnaval
Compositores: Junior, Gato
Puxadores: Celsinho
Mestre Bateria: Divino
Pega
no Zabumba ê
E vem pra roda Quilombola
Maracatucar
Relembrar sua Aruanda
Ôôô
Aqualtune
A Princesa de Palmares
Convidou
É
noite de festa
Palmarino vem sambar
Auê Aua
Tem capoeira
Tem caxixi e ganzá
Auê Aua
Auê Aua
E
os negros
Em tempo de paz
Lá em Palmares
Relembravam a sua Aruanda
Tão distante
Aruanda auê
Aruanda aua
Benzei
esta água de beber
Benzei esta terra de plantar
Vem para batucar
Para batucar
Para batucar
Para batucar
Para batucar
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G.R.E.S. Colorado do Brás
Presidente: Ney
Enredo: Catopés do Milho Verde: de escravo à
reis da festa
Carnavalesco: Lucas Pinto
Compositores: Xixa, Dom Marcos, Renan Gonzaguinha
Puxadores: Fred Viana
Mestre Bateria: Andrezinho
É
manhã de paz
Que abraça e faz as peles mais unidas
Que beleza, não criou raça / Deus apenas criou
vidas
Quilombo espalhou suas raízes
E fez sua semente germinar
Em lindas terras mineiras
Do milho verde, vem o canto pelo ar
Grupos de negros legendários
Catopês tradicionais fazem do festejo do rosário
Cenários dos nossos ancestrais
É bambaquerê que faz o corpo remexer
É bambabalá que sacode pra lá e pra
cá
É arruda de Guiné
Espantando todos maus de olhar
Em forma de quilombo, na avenida
Colorado se agita no desfile principal
E vem, vem mostrar ao mundo inteiro
Que o negro brasileiro
Canta livre e faz o seu carnaval
Cantando, amor, eu vou
Porque feliz estou
É que a felicidade não tem cor
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S.C. Morro da Casa Verde
Presidente: Dona Guga
Enredo: Palmares, A república que gerou liberdade,
democracia e heróis negros em terras brasileiras.
Carnavalesco: Comissão de Carnaval
Compositores: Adilson Gomes, Julio Marcos, Rejâne Oliveira,
Xuxu
Puxadores: Adailton
Mestre Bateria: Serginho
Um
clarão de luz
A iluminar novos caminhos
A Verde Rosa hoje vem mostrar
A saga de um povo guerreiro
Refugiados entre as matas
Feras e Cascatas
O Quilombo se instaurou
Liberdade avistou
Democracia, herança dos impérios africanos
Comunidade se formou em monopólio se fechou
Miscigenação!
Força da Terra
A Coroa se ofendeu declarou guerra
Grandes batalhas travaram
Surgiram, nobres guerreiros
Selaram
a paz
Liberdade aos filhos de palmares
Revolta em seu povo surgiu
Destino à morte levou
ÔÔÔÔÔÔÔ!
Nasceu Zumbi!
Predestinado a liderar uma nação
Canta negro, enfrenta a morte.
Pisa forte nesse chão!
Virou
lenda pela sua valentia
Até mesmo a nobreza o respeitou
Bandeirante, mercenário
Pelas terras procurou
Foi traído e seu reinado acabou
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G.R.C.S.E.S. Unidos de São Lucas
Presidente: Paulo Lima
Enredo: 120 anos, a raça negra vem mostrar o seu valor!
A luta cultural de um povo.
Carnavalesco: Marcyo de Oliveira, Marcos Aramha.
Compositores: Xandinho, Aleks, André Filosofia, Dom
Junior, Walter Junior, Sales do Cavaco, Mestre Peu.
Puxadores: Rodney Claudino
Mestre Bateria: Tikinho e Paulão
A
São Lucas vai brilhar
E a raça negra vem exaltar
Mostrar o teu valor, tua beleza,
Ser negro é ser especial, és nobreza
Liberdade
enfim raiou
Mas o preconceito imperou
E caminhou pela sociedade
Sufocando este povo e suas raízes culturais
Em forma de um monstro tão voraz
Porém, surge a miscigenação
E com a religião se “abrasileirou”
Na culinária trouxe o sabor
Que o tupiniquim saboreou
Encantou
com tua arte, tua cultura
Virou poeta na literatura
Nos palcos e nas telas emocionou
Na musica talento esbanjou
Na
capoeira, liberdade de expressão
No esporte triunfou, se fez campeão
Na política lutou pelos seus ideais
Em nome da paz...
Nasce o samba, batuque, candomblé e batuquegê
no terreiro
Ao som do atabaque, tambor e berimbau
Se tornou afro-brasileiro
Tens o dom de transformar, de lançar moda no visual
Salve os brancos de alma africana
E os baluartes que batalharam pelo nosso carnaval
Rua
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