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Carnaval2008

Abolição 120 anos

 

 

 

ENREDOS

GRUPO II

S.R.B.E Lavapés
Presidente: Rose do Lavapés
Enredo: A viagem de um povo guerreiro, da “África á Lavapés”
Carnavalesco: Renato Lucena, Horácio Rabaça
Compositores: Royce do Cavaco
Puxadores: Silvia Poeta e Royce do Cavaco
Mestre Bateria: Bianca e Ezequiel

É viajante, é povo negro
Guerreiro tu és
Em teu semblante o sonho sem ser feliz
Da África à Lavapés

A história diz
Que vindos lá do Egito
Com sua cultura e sabedoria
Vitimados pela tirania
Desbravando as terras da Ásia
Europa, chegaram à Índia
Do negro um grito forte ecoou
E o tempo não calou

Sob o açoite dos Romanos
O negro sangrou
Suportando a dor, na medicina
Se especializou

Batendo tambor em seu navegar
Fez o ocidente cantar, laia
Na fé dos Orixás

Na arte do Brasil barroco
Tem de tudo um pouco da sua raiz
Baianas do Bonfim, folclore
E na culinária um país feliz
Salve os imortais do samba
Celeiro de bambas
Inocêncio, Pé Rachado e Carlão

Madrinha Eunice, Seu Nenê da Vila
Nossa tradição

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G.R.C.S.E.S. Estação Invernada
Presidente: Adilson Tadeu
Enredo: Pela raça lutou, na raça superou e com a raça conquistou!
A Estação Invernada exalta o povo da vitória
Carnavalesco: Tomaz
Compositores: Del Portela, Joãozynho, Felipe Kabeloviskis, Celsinho
Puxadores: Celsinho,Fernando
Mestre Bateria: Chico Belo, Piru

Avante povo negro axé
Guerreiro de fé, de luta e coragem
Que resistiu com raça e bravura
Ao sofrimento, a escravidão
Brilhou o astro rei
O negro é livre nesse chão
Lei Áurea que fez libertar
Era o despertar de um novo tempo
Num sonho de esperança de paz felicidade
O negro canta e dança mostra sua majestade
Em louvor aos orixás
A utopia dessa gente é igualdade

Da senzala para a favela ô ô ô
Onde está a tão sonhada liberdade? Liberdade!

Sendo assim
Com atitude fez da vida, superação
Na raça em busca de conquistas
Vencendo preconceitos e injustiças sociais
Marcando o destino com seu toque genial
Aplausos as escolas de samba
A negra raiz que ao mundo encantou

Minha vida
Mais uma vez desce o morro para brilhar
Sou Invernada minha voz não vou calar
Pra sempre vou sambar

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S.R.C. Iracema Meu Grande Amor
Presidente: Antonio Candido de Santos
Enredo: O Rei Negro em Ouro Preto
Carnavalesco: Eduardo Zonta
Compositores: Kiko Melodia, Marcelo Veronez
Puxadores: Kiko Melodia
Mestre Bateria: Tiquinho

Meu grande amor, para sempre
Minha escola tão querida
Da dor á esperança, perseverança
Emoldurando as razões da vida
Galanga, monarca guerreiro
Apartado de Mãe África
Desilusões em um navio negreiro
Um canto agonizante a ecoar
Balança Madalena, na imensidão do mar
Djalô e Itulô, Deus pai quem chamou
Se tu sofreste, foi porque sentiste amor

Chico Rei, banhado em ouro
Ilumina a humanidade
É carnaval, Iracema
Vem saudar a majestade

Inteligente demais, ouro no cabelo traz
Em ouro Preto, garimpou luxo e riqueza
Liberdade, adeus tristeza, chibatada nunca mais
Vem Senhora do Rosário abençoar
Um estado independente de nobrezas
Linda igreja, com corte em romaria
Vou louvas Santa Efigênia e agradecer
Me encanta bateria

Esquenta o couro batuqueiro
Com Minas Gerais vou festejar, laia laia
De reisado a gongada
Vou virar a madrugada
Para ver a índia passar

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G.R.C.E.S. Explosão da Zona Norte
Presidente: Nelson Gomes
Enredo: Sou Quilombola, Sim Sinhô
Carnavalesco: João Dionízio
Compositores: Chanel e Armenio Poesia
Puxadores: Cris
Mestre Bateria: Xandão

Resgatei num sonho de Carnaval
A lembrança do meu ancestral
Sou quilombola brasileiro sim sinhô
A raiz que o tempo preservou
Vou caminhar rumo a liberdade
Nessa viagem enfrentar muitas barreiras
Em Jbaquara, estendem-se as mãos
Um brilho, uma luz derradeira

O meu quilombo é um exemplo social
No dia a dia, de igual pra igual
Trago kizomba na avenida
Um novo renascer da vida

Ayocá, Yemanjá
A fé nos meus orixás
Meus ideais são tradição
Nos rituais de adoração
A luta e a pressão pela libertação
Transformou o meu país
Princesa Isabel faz o seu papel
Liberta um destino mais feliz

Sou negro, raça, amor
Sou explosão, a própria história
Zumbi Quintino, anunciou
Samba, tradição e glória

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G.R.C.B.E.S. Passo de Ouro
Presidente: Sr° Batista
Carnavalesco: Comissão de Carnaval
Compositores: Maradona, Didi, Ferracini, e Turko
Puxadores: Ala de compositores
Mestre Bateria: Comissão de bateria
Enredo: Os Griôts – Contadores e Cantadores da tradição de uma África Antiga

Mãe África
Berço desse povo fascinante
Diáspora vendo a sua pátria tão distante
A voz do passado de uma nação
Contando e cantando sua tradição
“Griots”, mensagens da alegria
Lendas e feitos heróicos e lição de vida
Eternizando raízes dos seus ancestrais

Bota fogo no congar
Tem canto e dança pro seus orixás
Levando a arte ao mundo inteiro
Salve o negro brasileiro

Imune guardião das palavras
Rompeu fronteiras, narrou batalhas
Djambe, Kora, embalava as tribos
Ao som do balafon
Ao ressoar dos atabaques do candomblé
Na fé modernizou com Hip Hop manifestações
Sem preconceito, somos irmãos
Paz, amor e união

No batuque do tambor
O seu canto ecoou – ô ô ô
Passo de Ouro vem mostrar essa história
Da cultura africana resgatando a memória

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G.R.C.E.S. Príncipe Negro da Cidade Tiradentes
Presidente: “Inhana”
Enredo: Heranças Africanas
Carnavalesco: Julieta
Compositores: Ala de Compositores
Puxadores: Ala de Compositores, Táta Tolomy.
Mestre Bateria: Cleiton e Fábio


Na batida do tambor atabaque e agogô,
Berimbau e Adjá
Heranças africanas
Príncipe Negro vem exaltar

O povo negro e alegria
Hoje cai na folia
Quantas riquezas trazidas de Além Mar
Com muito axé, samba no pé
Que maravilha, e assim
Nosso país miscigenou sua cultura
Crenças costumes e tradições
Danças festejos embalando as multidões

Da água na boca epá
O bom tempero de sinhá
Carambá que felicidade
A culinária nos faz delirar

Oh! Mãe África
Teus filhos com sabedoria
Sincretizam os orixás
Em busca de harmonia
Parabéns a etnia,
Um grito forte ecoou...
O negro é força e resistência
Da nossa raiz
Nos quatro cantos do nosso país

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G.R.C.E.S. União Independente da Zona Sul
Presidente: Ticão
Enredo: Congada- Resistência e Afro- Brasilidade.
Carnavalesco: Eduardo
Compositores: Sônia Galvão, João Olimpio, Ricardinho, Teco Zambauê e Sérgio Tubarão.
Puxadores: Deco
Mestre Bateria: Adolfo, Cleber, Tubarão


Sou guerreiro de Angola, Catupé
Senhora do Rosário a minha fé
Negritude é orgulho, dessa gente
Sou negro Rei sou União Independente

Vi Mãe África chorar
Ao ver seu filho escravizado
Vindo de além mar
Trazendo como herança
A esperança e a vontade de lutar
Reinado de Congo é Chico Rei
Ao homem branco enganou
Com seu sonho dourado
Foi consagrado e o seu povo libertou

Bate Tambor num ritual de fé
Sua crença lhe conduz
Cumpriu promessa construindo a igreja
Pra irmandade negra ao alto da cruz

Branca de alma negra
Grande Isabel a liberdade assinou
Contra vontade de muitos
Com sua lei o cativeiro libertou
Mas o preconceito continua
Nos privando o direito de igualdade
Não queremos ser melhor do que ninguém
Eu busco a paz pra encontrar felicidade

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G.R.C.E.S. Só Vou Se Você For
Presidente: Reginaldo de Paula Santos
Enredo: A Revolta dos Malês e seu Legado
Carnavalesco: Artur Reis e Comissão de Carnaval
Compositores: Jimmy Pancotti
Puxadores: Jimmy e Anderson
Mestre Bateria: Paulo Ricardo

 

Chega pra cá, não marque bobeira
Só vou se você for faz a festa inteira
Eu sou árabe, cheguei na África
E vim islamizar

A revolta dos malês
Brilha hoje na avenida
E vou viajar, até a África antiga
Em busca da islamização
Expansão, aceitação, de uma nova fé
Religioso eu sou
Do reino dos voduns
No bairro bate o pé
Cada um com a sua fé

Me dê a mão comunidade negra
Vamos todos aplaudir, com união
Essa nação guerreira

Eu vi o português chegar
Fui seqüestrado levado ao Brasil
Terra de encantos e mistérios
Um novo universo, cenário singular
Virei mercadoria e na senzala do engenho
Eu fui parar
Rumo a uma nova era
A guerra santa pairava no ar
Foi na Bahia que escravizado chorei ao luar
Mas revoltado, tentei me libertar
A vitória não conquistei
Mas essa história um dia vão lembrar.

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G.R.C.E.S. Uirapuru da Mooca
Presidente: Sidney Aguilera
Enredo: De Punho Cerrado e Peito Aberto, um Grito de Liberdade.
Carnavalesco: Comissão de Carnaval
Compositores: Thiago de Xangô, Leão Colella, Juninho Branco.
Puxadores: Juninho Branco e Thiago de Xangô
Mestre Bateria: Eduardo “Pica Pau”

A Mooca vem aí fazer você sambar
E a luta desse povo guerreiro
Vai te emocionar

Trazido no navio negreiro,
Escravizado pela ambição
Lembranças de felicidade,
O sofrimento de deixar sua nação
Foi escravo no Brasil
Forçado a trabalhar
Até a lei Áurea libertar
Cresceu misturando suas crenças
Que hoje fazem parte da cultura popular

Ooô, meu Uirapuru vem mostrar
A força de um povo vencedor
Com garra e coragem pra lutar

No esporte, cinema e TV
Se fez importante
Mostrou seu valor
A musicalidade e a arte pra expressar
Destaque na política e indústria
Brilhou, estrelas da inspiração
Ganhou caminhos para a eternidade
Hoje o negro é um homem livre
Em busca de amor e igualdade

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G.R.C.S.E.S. Valença Perus
Presidente: Cláudio Messias
Enredo: Na Batida do Calumbé o Canto da Riqueza.
Carnavalesco: Pedrinho Pinotti
Compositores: Sandrinho
Puxadores: Nilsinho, Nego Justo, Lelo, Osmar, Manga
Mestre Bateria: Fião

Na batida do Calumbé eu tenho fé
E o Valença Perus vem mostrando como é
No seu canto a união à devoção e muito axé

Quando o negro aqui chegou o rufar do seu tambor anunciava...
Era dia e noite, o estalo do açoite o esperava
Mas o tempo foi passando, negro diversificando no meu Brasil
E sudanenses e bantos abrigando-se aos tantos
Nessa pátria mãe gentil

E quem chegava? ... ... ... Era o irmão!
O que esperava? ... ... ... Escravidão!
A mina do tijuco era o destino e o branco assistindo a mineração
Do ouro à pedra fascinante... o diamante
Em Diamantina era o apogeu
Sinhá Chica da Silva ali cresceu

E na dança do canjerê... o som do vissungo ressoa
Nessa vou levar você... pra festa do boi Gerôa

Fatos marcados, auto retrato do meu Brasil Colonial
Se vê na pintura de Debret a desigualdade e o preconceito racial
Se o brilho pelo mundo se espalhou
No seu trabalho o escravo ali cantou
Quem sabe até a canção da esperança
Quem sabe um dia livre como uma criança

Mas a bonança chegou, a princesa assinou a lei
Presenteada pela comunidade com
As Camélias da Liberdade.

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G.R.C.S.E.E.E.S. Império Lapiano
Presidente: Luiza Fonseca
Enredo: Mistérios e Histórias que pouco conhecemos da África Ocidental – Civilização NOK
Carnavalesco: Robson Lara
Compositores: Fábio Leite, Willians Siqueira, Emerson Santos, José Gomes, Wlademir Aparecido, Marcelino Luciano.
Puxadores: Bernadete e Paula
Mestre Bateria: Emerson, TC e Alemão


África...
Berço da cultura universal
Quando abordado esse tema
Surge logo o dilema:
Serão desertos, selvas, tribos, animais?
“NOK”, de Rei Mami, também caçador
O toque colorido ao vestir
No ferro e no barro esculpiu
Sentimento negro exaltou
Encantou!

A arte seduziu
Até o grande pintor
Ao dar vida á esculturas
O mundo admirou

Será real, talvez imaginário?
Que uma negra, no Egito
Em Faraó se transformou?
Será que só lendas e mitos
A cultura afro revelou?
Vem, com a Império Lapeano
Sambar com esse sonho africano

Meu canto a ecoar
Mistérios desvendar
Magia de uma civilização
Hoje minha escola n´avenida vem mostrar
A história de um povo milenar

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G.R.C.E.S. Torcida Jovem
Presidente: Valdir “Gonguinho”
Enredo: Tribos Urbanas – Novos Quilombos.
Carnavalesco: Augusto de Oliveira
Compositores: Ricardinho, Paulinho , Fabiano TJ, Juninho, Márcio.
Puxadores: Tenor
Mestre Bateria: Galitão

É festa levanta povão
Esse é o nosso refrão
Sacode poeira
Sou Torcida Jovem (sou)
Sou Quilombola comunidade guerreira

O brilho do meu pavilhão
É a força para a sociedade
Com as cores do meu coração
Na luta contra a desigualdade
Meu samba traz a nova visão
Das tribos urbanas do Brasil
Mantendo forte a sua identidade
A cultura e a liberdade
Em forma de inclusão social
Respeito ao povo da periferia
A homenagem do nosso carnaval

Rei Zumbi... A resistência
Antes da Abolição
Hoje são novos quilombos
Os valores da nação

A diversidade
Dos quilombos atuais
Cada qual com sua ideologia
Querem respostas... os mesmos ideais
Igualdade...
Os manifestos... ONGs... grupos musicais
As universidades igualando opiniões
Rádio Comunitária a voz da minha expressão

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G.R.C.E.S. Estrela do 3ºMilênio
Presidente: Alexandre Ameilda
Enredo: “Da sobra ao prato principal”
Carnavalesco: Jorge Luiz e comissão
Compositores: Silas Augusto, Edu Montanha, Ramon Lima
Puxadores: Wagnão, Cezinha, Cauê, Perrêca
Mestre Bateria: Alex, Ricardo, Jorginho, Diego
Produção: Ricardo Ramos, Neno Passareli


Meu quilombo, é Grajaú
Sou Terceiro Milênio, sou zona Sul
A liberdade é meu ideal
Da sobra ao prato principal

Arte culinária é alquimia
Tempero para este carnaval
No paladar de um Deus negro
Um sonho que se torna surreal
Salve o rei com o mundo ao seus pés
E a princesa que é nota dez
Ecoa o batuque do tambor
A ginga vira festa no “pelô”

As rosas não falam, exalam
Folhas secas vão caindo pelo chão
Na música, no esporte e na cultura
A arte que brotou da escravidão

Abençoe menininha
Este sonho de liberdade
Tornando realidade
O orgulho desta miscigenação
E hoje nossa escola
Unida e guerreira
Exalta a raça brasileira

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G.R.C.B.E.S. Brinco da Marquesa
Presidente: Lineto Basílio
Enredo: Anastácia a Princesa Escrava Que Virou “Santa”
Carnavalesco: Ednei, Mestre Batucada
Compositores: Cloveta XP
Puxadores: Alécio Reis, Ferinha, Cloveta XP, Adalto do pandeiro
Mestre Bateria: Valtão

Parabéns são vinte de história que exaltei
Vejo o canto desta gente conquistando alegremente
O cenário que sonhei

E mãe África
África de encanto e magia reprima com alegria
Os maus tratos do feitor. Quebra a corrente maldita
A consciência então reflita que o negro tem seus ideiais

Negra guerreira, sua batalha com bravura eu seguirei
Eu sou a raça e sou galanga eu sou da cor
A raiz desta escola traz no manto orgulho teu
Vinda de amor, nasce Anastácia com beleza
Fascinante de uma relação viril, festa na terra Brasil
Toda senzala aplaudiu santa mulher retrato
Hoje seu perfil
Posta a ferro e com valor, rosto estampado
A injustiça condenou, oh... Quanto lamento
De um bom gesto não deixou por amor

Olha o sacode da Marquesa sinhá eu vou
No vai e vem pôs-se a girar na busca da paz
Na igreja do Rosário onde a noite deixou claro
Que o fogo consagrou

Liberdade,
Liberdade eu quero mais
Igualdade social sem preconceitos raciais
Vejo a luz sinto esperança em meu peito
Na lira dos meus carnavais

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