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GRUPO
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G.R.C.
Folha Azul dos Marujos de Vila Eutália
Enredo: No Tabuleiro da baiana tem: tem quitutes tem, tem
cultura, feitiço e o acri-doce sabor de uma abolição
inacabada também.
Presidente: Jacinto
Carnavalesco: Artur Rey
Compositores: Fernandão, Osmar, Tonhão, Portuga
Puxadores: Ala de Compositores
Mestre Bateria: Flavinho
Hoje
vamos contar
A grande história
Está gravado na memória
Vamos relembrar
Na época
antepassados
Como chegaram explorados
Recebem troncos e senzalas
Sentindo a dor do mundo
No suor cheio de magoas
Da África
pro meu Brasil
Escravizados já se viu
Sempre guerreiros vencedores
Da nossa pátria
Sempre mãe gentil
Meu Brasil
Da culinária
africana
Acarajé
Põe pimenta na muqueca
Com candomblé
Joga forte a capoeira
Cordão de ouro
Vamos acordar e desfrutar
Desse tesouro
Vai
mãe Áurea
Sou negro, sou amor
Hoje desfruto desse reino
Paraíso hospitaleiro
Do africano
A todo povo brasileiro
Canta Folha Azul
Essa
é a hora
Canta Folha Azul
Pisa forte na avenida
Minha escola colorida
De um povo humilde
Injustiçado e sofredor
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S.R.C.E.S
1ºda Cidade Líder
Enredo: Narciso Negro- As estrelas negras brilham no sol
da vaidosa 1ºda Cidade Líder nos 120 anos da
Abolição
Presidente: Wanderley
Carnavalesco: Jorge Henrique
Compositores: Marlene, Tom, Davi de Deus, Rodolfo, Henrique,
Rodrigo e Diogo Miguel
Puxadores: Longuinho
Mestre Bateria: Diego
É emoção...
Cidade Líder a razão da minha vida
Sua refleta reflete em nossa cor
É a Primeira, meu orgulho, meu amor
Ecoou...
Um clarão... Veio a bonança
Das mãos abençoadas, abolição,
a esperança
Quebrando as correntes da escravidão
Guerreiros, exemplos de uma nação
Sou negro, a minha raça e divindade
Traz um cnato de felicidade
Nossa
escola é encanto, é paixão
O seu manto irradia... devoção
É feitiço e magia, me faz sonhar
Traz alegria pra te encantar
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G.R.C.E.S.
Unidos de São Miguel
Enredo: Apesar dos pesares, a Unidos hoje é festa
Presidente: Cláudio Antonio Rodrigues “ Cao”
Carnavalesco: Gleideson
Compositores: Chico Maneiro, Nel Costa, Jorginho Soares
e Léo Birra
Puxadores: Batata e Alan
Mestre Bateria: Marcelo e Emerson
Apesar
dos pesares A Unidos hoje é festa
É o negro canto de Fé, o Axé que contagia
A alegria assim se manifesta
Vem
viajar... por esse meu Brasil colonial
Se emocionar... com essa negra resistência cultural
Lá do congo tem congada, baiana da saia rodada
Na lavagem do Bonfim
O mar de flôres de Iemanjá
Pra Avenida vem assim purificar
A folia é sagrada é de Reis é do Divino
Ou de costume e damião
Tem mistura de cultura e tradição, pra se
contar
Oi abram alas pro meu Boi Bumbá
São
Miguel é samba é raiz
Nessa festa o negro, sorrir feliz
No balanço do afoxé, em alto astral
A bateria sambalança é carnaval.
Um
canto de liberdade é o Ilê Ayê co curusu
A ginga do frevo e a corte do maracatu
Viva todo bloco Mascarado e saudoso
O Clóvis misterioso
Lembro com emoção do cordão
Começo das Escolas de Samba
A onde todo ano, nossa História se agiganta
E
a minha Escola é meu Quilombo
Meu pedacinho de céu
É por isso que eu sou, Unidos de São Miguel
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G.R.C.E.S Dragões de São Miguel
Presidente: Geraldo Aluísio
Enredo: “Iansã, a divindade negra”
Carnavalesco: Jair
Compositores: Nel Costa, Chico Maneiro, Jorginho Soares, Léo
Birra
Puxadores: Ala de Compositores
Mestre Bateria: Douglas
Ecoou um grito de liberdade
Sou fragões de São Miguel
Contando a história desta afrô divindade
E contam...
Contam as lendas africanas
Nas margens do rio Nigéria
Foi lá que surgiu Iansã pra clarear
Filha de Oxalá e Iemanjá
Casada com Ogum
Mas sua paixão era Xangô
Mulher guerreira, vaidosa
Ardente no fogo e no amor
Na ventania, as folhas de Ossaim carregou
Eparrei...
Eparrei Iansã deusa dos raios e tempestade
Vem com a nossa bateria, semear felicidade
O negro...
O negro com seu canto Yoruba
Raizes da Mãe África, no Xirê dos Orixas
Quatro de dezembro
Santa Bárbara, traz muito axé
Para os seus filhos e os Babalorixás
Na festa das labás
Mel
dendê, abará e acarajé
Tras as baianas
Pra iansã no candomblé
Ecoou...
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G.R.C.E.S Dom Bosco
Enredo: Brasil, um jardim de Rosas Negras
Presidente: Padre Rosalvino M.Vinãyo
Carnavalesco: Robson da Silva
Compositores: Zé Portugues, Nino Miau, Marquinhos
Bráz
Puxadores: Renan Bierbaumer
Mestre Bateria: Amaral
A minha negra tem o Dom de amar
Eu tenho esse Dom também
Itaquera o Dom de cantar
Que sou Dom Bosco e não tem pra ninguém
Mãe
África, berço onde a mão do criador
Fez brotar, a vida num jardim com flores
Até aportar, um navio sem compaixão
E carregou, despetalandorumo a escravidão
Flores foram colhidas sem clemência
Jogada a sorte sem dec~encia
Para saciar toda ganãncia
Quizomba ê, sofrendo em outras terras sem amor
A negra não se entregou a dor
Se agarrou a sua crença, sue orixá, sua fé
Sua beleza, seu axé
Foi
mãe sem querer, Iyaiya
Amante, sem prazer, Iyaô
Foi ama de leite, avó parteira
Mãe de santo preta velha rezadeira
O
Zumbi, ao som dos tantans
Meu quilombo está em festa
E a negra guerreira, reclama igualdade
Liderou quilombo, pela liberdade
Oh! Maria
Sob o manto azul de anil
Rogai em Aparecida
A Santa Negra do Brasil
Vem minha rosa negra
Me deixa amar você, no meio desse buquê.
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G.R.C.E.S. Malungos
Enredo: Malungos-Quilambolas
Presidente: Izabel de Lima “Bel”
Carnavalesco: Débora de Freitas
Compositores: Dom Marcos
Puxadores: Dom Marcos e Dinei
Mestre Bateria: Evandro Roberto de Aguiar “Vandão”
O
negro já cansado da senzala
Num canto entoava ao som de um tambor
Rogando para libertar a sua gente
Pelo tronco e a corrente
E o açoite do senhor
Aos orixás implorava pela vida
Sem saber que já rombia a revolta no lugar
Na casa grande numa noite em festa
O sonho manifesta é hora de lutar
Iluaie
odara i e baja quilambola e Zumbi
Que chegou para nos guiar
Em
Palmares transformou-se de verdade
Num berço de liberdade que o negro velho ecoou
Contando história nos ensina que malungos somos afinal
Que a luta não termina e faz valer o nosso carnaval
Olha
a lua que vagueia lá no céu vem ver
Oooo pois é hora
I nessa gira gira até você que a malungos vem
trazendo quilambola
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C.R.C.A.E.S
Estrela Cadente
Enredo: “Negro arte made in Brasil”
Presidente: Dona Mazé
Carnavalesco: Comissão de Carnaval
Compositores: Vladimir, André Ricardo, Joel Melodia,
Ivan
Puxadores: Luís da Vila, Marcelo Tamborim, e Ninho
Repinique
Mestre Bateria: Cleiton
Ritimistas Convidados: Leonardo, Cleiton, Beto, Vera dedo
Mágico
O negro
é fé axé
O negro tem samba no pé
Ele é a arte a bravura a cultura popular
Estrela hoje vem sambar
Vamos
relembrar nossa história
De lutas e glórias
Onde o negro se destacou, mostrou o seu valor
Na feijoada tempero especial
Jogar capoeira nada de sofrer
Lutar para se defender
É herói de verdade na luta pela liberdade
Oh! Rei Zumbi é a senzala a sorrir
E assim
surge na religião Aleijadinho que emoção
Esculturas sem igual
André Rebouças a militar deixa nós
livre
A ecoar Machado de Assiz profetizou
Foi patrocínio o jornalista
Para o negro a conquista
A liberdade então raiou
No bater
do tambor samba levantou poeira
Não é brincadeira veja o meu pavilhão
Ele é azul, vermelho e preto tradição
A bateria faz pulsar o coração
Hoje
o negro é felicidade
No esporte e na coragem
Seu talento então brilhou (brilhou)
É ministro da cultura enfrentando a vida dura
Bailarino, professor, compositor, artista genial
O olodum no carnaval
Na minha Cadente é só quem é
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G.R.C.E.S. Unidos de Guaianazes
Presidente: Penha Maria
Enredo: De Ngola a Angola, minha origem, minha história,
meu negro amor por este chão
Carnavalesco: Ulisses Ribeiro
Compositores: Faustino Rosa, Du Samba, Délcio Castro,
Digão da Viela e Milton Parada
Puxadores: Faustino Rosa, Digão da Viela, Botinha,
Zé Carlos e Cajó
Mestre Bateria: Toicinho, Nelson
Coral: Crianças da comunidade e Sonilda
Ritmistas Convidados: Rogério, Michelli, Colve, Toninho,
Leandrinho, Angélica, Denis, Guilherme, Gustavo, Jeferson
África
berço da humanidade
Vestígios em Luanda comprovaram
Seu passado foi marcado pelo tempo
Grandes caçadores se renderam aos metais
Tecnologia!
Política, comércio e agricultura evoluíam
No reino do Congo e suas províncias
Ndongo governado por ngola
Caravelas, portugueses vêm chegando
Territórios ocupando, só o amor resistiu!
Grande martir se tornou, a rainha ocupou
E assim o estrangeiro recuou
Angola!
Que nome forte deu origem a sua história
A bateria coração da minah escola
Vem mostrar nossa raiz
Lá
em angola ecoou um grito de liberdade
Um povo tão reprimido, cassado e sofrido
Lutando pela igualdade
Negro
de Angola que vive no gueto
Capoeira se joga no vento
Ciscando a corrente quebrou
Vejo em tua máscara a dor
Em teu sorriso marfim
Esta opressão acabou oh, oh, oh...
Se eu
pudesse, eu voava em busca da paz
No carnaval da alegria,
Somos “unidos” guerra nunca mais
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G.R.E.S
Mocidade Unida da Mooca
Enredo: “A culinária africana influências,
evolução e comercialização no
Brasil”
Presidente: Roberto Falanga
Carnavalesco: Fernando e Nilson
Compositores: Dom Marcos, Betto Gois, Paulinho Bandana
Puxadores: Dom Marcos, Paulinho Bandana, Vania e Alaide
Mestre Bateria: Rafael Falanga
Eu quero ver, o caldeirão ferver
Vem da África lendária
O sabor da culinária
Prá aguçar o seu prazer
O índio
que foi dono desse chão
Não se deixou escravizar
O negro aqui aportou
A necessidade obrigou
Se fez arte popular
Amor,
tem cheiro de tempero no ar
O iaia o Ajeum já está na mesa
Quem quiser pode provar
Tem
caruru, vatapá, acarajé e munguzá
E muito mais... em louvor aos orixás
E a
“feijoada”, sabor brasileiro
Que o mundo inteiro apreciou
Prato que nasceu da pobreza
E a nobreza encantou
E a
Mooca vem
Hoje num desfile principal
Clamar o “sol da liberdade”
Justiça, igualdade social
E a
todos muita paz, felicidade
Eis o axé da família “Mocidade”
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G.R.C.E.S. Mocidade Acadêmica Sai da Frente
Enredo: O Anjo Azul pede licença ao samba de roda de
Pirapora
Presidente: Pusher
Carnavalesco: S.Tomaz Souza
Compositores: Nadão, Zezinho
Puxadores: Nadão, Zezinho e Vagner
Mestre Bateria: Alessandro, Marcelo e Paulinho
Vem
na Dança
Batucada no Congá
Pirapora e...Pirapora á...
E neste passo o Anjo azul
Irá brincar
Vai
Ter ciranda
De origem africana
Até o dia clarear
Divino Anjo Azul Oh Meu Senhor
O Samba criola encantou
Ilumina a bateria com explendor
Tem
samba deroda-io io
Tem samba de roda-ia ia
Na oração São Benedito
Na proteção dos Orixás
Rei
congo
A nossa congada
E tradição
Vem dançar o jongo
Batuque de terreiro
Pé no chão
Dançando o Moçambique com paias
Olha
nossa Sai da Frente
A desfilar
Vem dançar samba de roda
Festejar
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G.R.C.E.S
Mocidade Robruense
Presidente: Silvio Demétrio da Costa
Enredo: “ Dos Guetos nas periferias aos redutos da
burguesia Samba e Hip Hop uma mistura perfeita para lutar”
Carnavalesco: Comissão de Carnaval
Compositores: Mauro Pirata
Puxadores: Mauro Pirata, Biro, Rogério, Batata e
Zelo
Mestre Bateria: Dada
Hoje
minha Mocidade, canta verdade!
Os ritmos de um povo...
Que sofre opressão e a rejeição
E luta pra virar o jogo
Do preconceito e a exclusão social
Matando no peito a discriminação geral!
Vamos
festejar, pagodear...
Na palma da mão
No gueto o baile ta bombando...
É hora da revolução!
Vou
de pandeiro, cavaco, tamborim, violão...
Uma latinha de tinta
É arte em minhas mãos
Eu pinto um mundo melhor!
E nas rimas que faço...
Falo dos meus direitos
E busco meu espaço
O “Samba
Brasil”, desceu o morro
Ganhou o mundo inteiro...
Virou “Escola” e fez história!
Os Mcs e os Djs...
Lá do “Tio Sam” trouxeram novidade
E a “massa” canta, Liberdade!
De samba
e Hip Hop eu vou...
Sou vencedor!
Sou negro, sou herança de um povo
De valor!
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S.G.R.C.E.S
Acadêmicos do Jaraguá
Presidente: João da Cruz
Enredo: AJEUM o alimento sagrado que une os homens aos Deuses
Carnavalesco: Renato Guillanstinn, Carlinhos
Compositores: Fabiano da Garoa, Claudete de Carvalho, Wagner
do Cavaco.
Puxadores: Cruz, Fabiano da Garoa
Mestre Bateria: Rogério
Coral: Cruz e Chanel
Ritmistas convidados: Fumaça e Jakson
África,
Divino solo sagrado,
É o berço da humanidade
Com sua arte, religião,
Crenças e tradiçoes
Pelo mundo navegou
Descobrindo outras nações
E no Brasil sua cultura é devoção
Entoa
cantos pelos ares
Tambores a tocarem
Negro é sua missão
Hoje refletindo harmonia
É festa amor, só alegria
É
dança, é arte, é axé
Na força do candomblé
Ecoa o canto no ar
Sou Quilombola do jaraguá
Ewe
suas folhas,
Que faz muitos milagres
Em oferenda aos orixás
O alimento sagrado, o ajeum, que nesta noite venho ofertar
Vou festejar, comemorar
E
vou sonhar, assim
Eis o banquete celestial
Que brilha neste carnaval
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G.R.E.C. Os Bambas
Presidente: João Santana de Jesus “Brown”
Enredo: João da Cruz e Souza, o Cisne Negro”
Carnavalesco: Adilson
Compositores: Zé Maria
Puxadores: Pó, Douglas, Toninho, e Zé Maria
Mestre Bateria: Adilson
Nasceu
como uma estrela cadente
Abençoado ventre
Na tina com carinho o embalou
A ilha da magia uma herança
Tesouro para aquela criança
Que nem o tempo apagou
Fruto da nobreza ancestral
Um prodígio cultural
Cruz e Souza um herói
Da negra gente
Glória
a esse poeta brasileiro
Que mostrou a todos o seu valor
Provando que o talento não tem cor ô ô
ô
Viajando
na imaginação
Expondo o mais puro sentimento
Não deixando o tormento
Se apossar da mente e do seu coração
No palco da vida as luzes se apagam
O homem é chamado pelo criador
O cisne voando direto pro céu
Nos deixa cultura, coragem e amor
O som
do tambor
Parece trovão
Eu sou os Bambas
Sou raiz sou pé no chão
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G.R.C.E.S.
Imperatriz da Paulicéia
Presidente: Cida
Enredo: “ Dançar para não chorar...
E o negro reinventou o prazer através da dor”
Carnavalesco: Horácio Rabaça, Mago do Samba
Compositores: Ney do Cavaco
Puxadores: Fabiano
Mestre Bateria: Jorge Favela, e Zé Bola
Herança
Lá de além mar
Da mãe África
A dor do negro se traduziu
Em marcas fortes
No folclore do Brasil
Com
licença aos orixás
Á divindades a sagração
Umbanda, candomblé, quimbanda...
Axé a espalhar por esse chão
Cultura negra abençoando essa nação
Maracatu,
capoeira...
É frevo, é congada...
É festa brasileira!...
Carimbó, maculelê e Boi-Bumbá
Samba no pé vai levantar poeira
Na beira
do mar
Olha a dança do côco
Na beira do fogo
É caxambu, é jongo
Salve Moçambique,
Angola e o Congo
Ô
ô ô
Vem pra dança negra amor!
Esquecer a dor ser feliz
Espantar o mal
No carnaval da Imperatriz
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G.R.C.E.S.
Tradição da Zona Leste
Presidente: Serginho
Enredo: “Nigéria- Brasil, do elo da escravidão
ao laço de União”
Carnavalesco: Vicente
Compositores: Vicente trambolho, Sérgio Boneka, Fernando
Coelho, Garotinho e Almir
Puxadores: Jucelino, Milton
Mestre Bateria: Trambolho
É
no toque do agogô
É no balanço do Ganzá
Eu vou com a Tradição
Até o dia clarear
Oh mãe
África
Berço de inigualável beleza
Sua riqueza vem da natureza
Povos guerreiros de uma grande nação
Haussás, Ibós e Iorubás
Subjugados pelas mãos da ambição
Sofrimento desumano atravessa o oceano
Que aportam em nosso chão
Com suor e resist~encia
Nogéria-Brasil, o elo da escravidão
Tem
mistério, tem magia
Muita fé no candomblé
Tem batuque, tem folia
Muito axé e samba no pé
Na luta
pela igualdade
A corrente é quebrada
Liberdade liberdade
O sonho se transforma em realidade
E a bola rola vai de lá de lá pra cá
O seu tempero dá força aos orixás
A arte, a cultura e a religião
Explode a nação
Em sua forma de expressão
Faz da paz democracia
A minha alegria
Brasil-Nigéria, o laço da união
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G.R.C.A.B.E.S. Tradição Albertinense
Enredo: Entre festas, crenças e irmandades, a verdadeira
liberdade
Presidente: Rinaldo Lopes
Carnavalesco: Régis Silva
Compositores: Maurício de Jesus, Ezekiel Muvuca, Delley
Antonelli e Rodrigo Pochete
Puxadores: Thiago Melodia, Hélio, Flávio Alemão
Mestre Bateria: Henrique
É
festa, é crença, também é nosso
terreiro
Que a Tradição Albertinense vem resgatar
A liberdade um bairro negro brasileiro
Orgulhosamente brasileiro
Grandes
abolicionistas revolucionários
E muito eles fizeram para o cenário escravo
Se modificar
Pelos quatro cantos se ouvia
A real cidadania, canto livre pelo ar
Irmandades estendendo amigas mãos
Junto com a religião, ajudou a emancipar
A não perseguir o trabalhador
E não deixar mais censurar
A negritude
é presente
Passado e todo futuro
Cultura africana, vivos ideais
Herança linda dos meus ancestrais
A distância
não foi impedimento
Para quem o mar atravessou
A arte negra, relutando
Exercesse o pleno fundamento
E com o passar do tempo e negro regressou
Fazendo valer todo o seu direito
Festejos invadindo a madrugada
Saudava a nossa gente libertada
Que até hoje faz história no meu carnaval
Nosso desfile é mais que um memorial
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